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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
domingo, 23 de novembro de 2014
Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção ?
Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?
Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?
TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.
Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.
Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.
Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.
A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.
E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.
A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre - que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.
Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.
Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.
sábado, 12 de abril de 2014
Brasil Terra de Samba e Padeiro.
Projeto passeando pelo Brasil musical.
Brasil!
Meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor...
Oi! Essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Bras
Brasil!
Meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor...
Oi! Essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Bras
Ciúme de irmão: 10 maneiras de lidar com essa situação,
Não demonstre preferências, jamais faça comparações e incentive a admiração mútua
O ciúme do irmão mais novo pode acontecer em todas as idades, mas quando a criança tem de 2 a 3 anos, pode ser ainda mais complicado: o mundo dela ainda gira bastante em torno dos pais. É comum que se torne insegura, manhosa. Pode até acontecer de ela voltar a querer a mamadeira ou a fazer xixi na cama, como um bebê.
Se o problema é disputar atenção, como lidar com o ciúme? "O essencial é mostrar para a criança que ela continua importante", diz a psicóloga Fernanda Carioni. O trabalho pode começar antes mesmo de o irmão nascer. Peça ajuda para escolher o enxoval, os brinquedos novos, incentive a criança a conversar com a barriga.
Abaixo, confira 10 dicas para lidar com essa situação aí na sua casa:
1. Jamais faça comparações entre eles. Os filhos são sempre muito diferentes um do outro. Que bom!
2. Incentive a admiração mútua, elogiando os pontos fortes de cada um.
3. O jeito que você gosta de cada filho tem a ver com afinidade, e isso é completamente normal. Mas não demonstre preferência.
4. Não se descuide do filho mais quieto, aquele que não pede afeto. Ele também precisa de você.
5. Às vezes, passe um tempo com cada filho separadamente, para dar atenção exclusiva.
6. Identifique as situações de ciúme e procure intervir antes que vire uma nova briga.
7. Reforce, sempre, que a amizade entre os irmãos é única. Conte sobre seus irmãos, se for o caso, e mostre exemplos em outras famílias.
8. Se o ciúme os deixar agressivos, tente canalizar essa raiva para atividades artísticas. Use argila, tinta, massinha, recortes...
9. Crie situações para que eles trabalhem em equipe, como em jogos e brincadeiras.
10. Não se desespere com as brigas. Elas são normais e fazem parte do desenvolvimento.
Desfralde: é verdade que os meninos deixam a fralda mais tarde?
Veja por que isso acontece e como ajudar o seu filho a vencer mais esse desafio
Não existem dados científicos que comprovem, mas tanto pais quanto pediatras e educadores percebem que, sim, os meninos tendem a deixar a fralda mais tarde que as meninas. Além disso, a incidência de enurese noturna, o popular xixi na cama, também é mais comum neles (na proporção de dois meninos para uma menina). “Talvez a explicação esteja no fato de que o processo dependa, entre outros fatores, da maturidade psicológica da criança, algo que aconteceria antes no sexo feminino”, afirma Erika Arai Furusawa, nefrologista, médica-assistente da nefrologia pediátrica do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Mas é claro que isso não é motivo de preocupação, então, nada de querer adiantar o processo. Até porque, se a criança deixar as fraldas antes da hora, ela pode ter mais chances de sofrer de enurese depois.E como saber qual o momento certo para iniciar o desfralde? De acordo com a especialista, não existe uma idade ideal. “É a própria criança quem demonstra alguns sinais de que está preparada, como avisar que quer ou acabou de fazer xixi ou cocô”, explica. Outro exemplo é quando a fralda permanece seca entre uma troca e outra. Mas você pode, sim, ajudar o seu filho nesse processo. Saiba como:- Como a criança aprende por imitação, leve-a junto quando você tiver de ir ao banheiro;
- O penico deve ficar no banheiro, assim ela vai entender que ali é o local correto de fazer xixi e cocô;
- Compre cuecas com motivos infantis, de preferência, do personagem preferido do seu filho;
- Posicione a criança no vaso sanitário ou penico após as refeições, pois sempre que o estômago se dilata, o intestino é estimulado a funcionar naturalmente pelo chamado reflexo gastrocólico;
- De preferência, inicie o desfralde no verão. Nessa estação, as roupas são mais leves e, portanto, fáceis de tirar na hora de ir ao banheiro;
- No início, ensine o seu filho a fazer xixi sentado. Isso porque ele pode não saber diferenciar a vontade de urinar ou fazer cocô, já que os músculos são próximos. Após alguns meses de treino, ele já pode fazer xixi em pé.
Mas lembre-se: o desfralde pode durar até seis meses (isso mesmo!), por isso, seja paciente. “Se perceber que não está dando certo, interrompa o processo e reincie dali dois ou três meses”, recomenda a pediatra. O controle total da micção e da eliminação das fezes só ocorre por volta dos 5 anos de idade – e é normal a criança deixar escapar o xixi ou o cocô vez ou outra até lá.
- De preferência, inicie o desfralde no verão. Nessa estação, as roupas são mais leves e, portanto, fáceis de tirar na hora de ir ao banheiro;
- No início, ensine o seu filho a fazer xixi sentado. Isso porque ele pode não saber diferenciar a vontade de urinar ou fazer cocô, já que os músculos são próximos. Após alguns meses de treino, ele já pode fazer xixi em pé.
Mas lembre-se: o desfralde pode durar até seis meses (isso mesmo!), por isso, seja paciente. “Se perceber que não está dando certo, interrompa o processo e reincie dali dois ou três meses”, recomenda a pediatra. O controle total da micção e da eliminação das fezes só ocorre por volta dos 5 anos de idade – e é normal a criança deixar escapar o xixi ou o cocô vez ou outra até lá.
QUANDO O XIXI NA CAMA É DOENÇA.
Toda criança vai fazer xixi na cama um dia. Isso só se torna realmente um problema se acontecer ainda por volta dos 7 anos e, no mínimo, duas vezes por semana por, pelo menos, dois meses ou três meses seguidos. As causas podem ser psicológicas (em geral, temporárias, como o nascimento de um irmãozinho), fisiológicas, como a deficiência do chamado hormônio antidiurético, assim como genéticas. Todas têm cura, mas é importante que o tratamento se inicie o quanto antes para não afetar a autoestima da criança.
Fonte Revista Crescer da Abril.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
O meu filho escreve as letras ao contrário, o que fazer?
O processo de escrita envolve vários conceitos e competências que a criança vai amadurecendo à medida que cresce e as exercita: a lateralidade, a motricidade fina, a aprendizagem dos códigos alfabético e numérico, entre outros.
Porque escrevem as crianças ao contrário? A aprendizagem da escrita deve-se a vários fatores que envolvem mecanismos motores e cognitivos.
O processo de escrita envolve vários conceitos e competências que a criança vai amadurecendo à medida que cresce e as exercita: a lateralidade (saber distinguir a direita da esquerda e noção espacial), a motricidade fina (capacidade de manipular um lápis, por exemplo), a aprendizagem dos códigos alfabético e numérico, entre outros.
Neste artigo da Drª. Ana Lúcia Hennemann encontra a resposta a esta pergunta e sugestões de jogos divertidos para fazer com o seu filho. Boa leitura!
Quando as crianças iniciam a escrita das primeiras palavras ou números, a sensação dos pais é indescritível. É um processo de autonomia, um ritual de passagem que evidencia uma nova etapa na vida da criança...
Ao compor as suas primeiras escritas as crianças mostram-se portadoras de inúmeras experiências, desejos, anseios e dinâmicas particulares de aprendizagem. Vygotsky (1998) destaca que a escrita tem significado para as crianças, desperta nelas uma necessidade intrínseca e uma tarefa necessária e relevante para a vida.
Entretanto, na medida em que esta escrita avança é comum que elas evidenciem letras ou números espelhados... algumas já estão lá por volta dos 7 anos e ainda mantém esta característica e por que será que fazem isso?
Em primeiro lugar é importante ressaltar que espelhar letras e números é normal, pois a criança está em processo de construção da escrita. Para que a criança tenha o entendimento que nós adultos temos de que a escrita inicia da esquerda para a direita (no caso da cultura ocidental), algumas noções anteriores ao papel devem ser bem trabalhadas. A aquisição da escrita é posterior à aquisição da linguagem e posterior a um nível específico de maturidade motora humana.
Conforme Esteban Levin (2002: 161), o ato da escrita em si, não depende somente do ato biológico, mas de toda uma estrutura que provém do sistema nervoso central, [...] o que escreve é um sujeito-criança, mas, para fazê-lo, necessita de sua mão, da sua orientação espacial (lateralidade), de um ritmo motor (relaxamento-contração), da postura (eixo postural), da sua tonicidade muscular (preensão fina e precisa) e do seu reconhecimento no referido ato (função imaginária).
De acordo com o manual de neurologia infantil de Diament (2005), a partir dos 7 anos a criança começa a consolidar a noção de direita e esquerda. Da mesma forma, encontra-se em fase de maturação de áreas visoespaciais, portanto é perfeitamente normal apresentar ainda algumas trocas na direção da sua escrita, pois está em processo de aprendizagem, sistematizando as suas hipóteses e consolidando noções importantes em aspectos neurobiológicos.
Porém, alguns alunos espelham palavras e frases inteiras, característica da disgrafia. No entanto, isso não significa que as crianças que espelham letras e números apresentem disgrafia. Se no final do ano, após todas as intervenções pedagógicas terem sido realizadas, com vista à “escrita correta” das palavras, deverá fazer-se uma avaliação mais detalhada.
Dehaene (2012) demonstra que a capacidade de reconhecer as figuras simétricas faz parte das competências essenciais do sistema visual, porque permite o reconhecimento dos objetos independentemente da sua orientação. Por esse motivo quando uma criança aprende a ler tem que “desaprender” a generalização em espelho para que possa compreender a diferença entre as letras “b” e “d”.
A maioria das crianças passa por uma fase de escrita em espelho tendo geralmente ultrapassada esta dificuldade por volta dos 8 anos. Entretanto, cabe ressaltar que algumas das crianças que apresentam escrita espelhada são canhotas.
A identificação de uma imagem na sua forma simétrica, confusão esquerda-direita, também é frequente, no nosso sistema visual (Dehaene 2007).
No entanto, na sala de aula existem professores que consideram "errado" quando os alunos escrevem palavras ou números espelhados. Por isso é necessário esclarecer que, antes de se considerar certo ou errado, é necessário realizar atividades que propiciem alateralidade.
No processo de alfabetização, pais e professores, devem sempre questionar a criança sobre como poderia melhorar aquilo que fez, procurar fazê-la tomar conhecimento do que fez e como o fez, mas também como deveria fazê-lo.
Numa abordagem neurocientífica Guaresi (2009) enfatiza que:
- A criança tem que manipular um repertório de habilidades motoras finas e complexas concomitantes com dados sensoriais (conteúdo visual), um processo que envolve muitasfunções cerebrais, tais como atenção, memória, perceção (integração e interpretação de dados sensoriais), entre outras.
- O processo de aprendizagem da escrita envolve, entre outros aspectos, a integração viso espacial, ou seja, visualizar o que está a ser apresentado, localizar o lápis, acomodá-lo de forma satisfatória na mão, direcioná-lo no caderno e iniciar a sequência de movimentos numa tentativa de escrita.
- Com o tempo e o reforço das redes sinápticas correspondentes, o processo de aprendizagem da escrita será automático, ou seja, a criança não precisará de monitoramento cerebral constante para executar a tarefa e terá condições para aumentar o nível de complexidade da escrita.
Existem três domínios principais que precisam ser ensinados para que uma pessoa tenha autonomia na escrita: o domínio linguístico, o domínio gráfico e o de conceitos de letra e texto.
A escrita como um sistema organizado manifesta a nossa capacidade de simbolizar. É um processo complexo e a sua aquisição exige o domínio das várias dimensões que o compõe, por exemplo, além da segmentação, as crianças precisam adquirir no domínio gráfico, noções de esquerda para a direita, de cima para baixo.
Artigo original: Ana Lúcia Hennemann, 5 de abril de 2013
Professora – Neuropsicopedagoga (CENSUPEG), Especialista em Educação Inclusiva (CENSUPEG), Especialista em Alfabetização (UNICID) e Estudante de Psicologia (FEEVALE)
domingo, 27 de outubro de 2013
PROJETO CIRCO...E O PALHAÇO O QUE É?
Projeto circo. Escola lugar de ser feliz!
- 1. Trabalhando com projeto Traçando Metas
- 2. Em se tratando de educação não existe soluções mágicas.Todas as soluções efetivas passam por muito planejamento, muito trabalho e até ajustes e reajustes.
- 3. Em se tratando de educação, o que é Projeto?A característica básica de um projeto é a de ter um objetivo compartilhado por todos os envolvidos, que se expressa num produto final em função do qual todos trabalham e que terá, necessariamente, destinação, divulgação e circulação social internamente na escola ou fora dela.
A escola fora dos muros...Projeto água em Petrópolis RJ
FAZENDA PROJETO ÁGUA
Localizada no município de Petrópolis – RJ, inserida na Serra do Mar e contribuinte da Bacia do Rio Paraíba do Sul, com uma área de 210.000m2 e 32 nascentes de águas catalogadas, a Fazenda Projeto Água é o principal instrumento de efetivação da ONG.Com áreas destinadas a atividades educativas de preservação ao meio-ambiente, lazer, apoio e treinamento de voluntários a Fazenda procura ser um modelo de lugar onde seus visitantes consigam interagir com os recursos naturais, sem degradá-los.
Localizada no município de Petrópolis – RJ, inserida na Serra do Mar e contribuinte da Bacia do Rio Paraíba do Sul, com uma área de 210.000m2 e 32 nascentes de águas catalogadas, a Fazenda Projeto Água é o principal instrumento de efetivação da ONG.Com áreas destinadas a atividades educativas de preservação ao meio-ambiente, lazer, apoio e treinamento de voluntários a Fazenda procura ser um modelo de lugar onde seus visitantes consigam interagir com os recursos naturais, sem degradá-los.
A importância de o seu filho ter contato com a natureza..
Qual foi a última vez que sua família esteve em meio à natureza? Não estamos falando aqui de uma floresta densa ou de um mergulho no fundo do mar. Pode ser um passeio na praia, um piquenique no parque, uma brincadeira no jardim... Faz tempo? Então, seu filho faz parte da maioria das crianças que não tem contato com a natureza e uma pesquisa britânica acaba de comprovar que esse número é muito maior do que você imagina.
Segundo o estudo feito pela RSPB (Royal Society for the Protetion of Birds), uma das maiores sociedades protetoras de pássaros do mundo, apenas uma em cada cinco crianças têm contato com a natureza. Para chegar a esse resultado, o instituto entrevistou 1.200 crianças entre 8 e 12 anos. Eles tinham apenas que concordar ou discordar com frases propostas pelos especialistas relacionadas à sua rotina. Apenas 21% atingiu um nível considerado aceitável de contato com a natureza.
Aqui no Brasil, a situação não é diferente. Somos conhecidos mundialmente por ser um país tropical e pela nossa Floresta Amazônica, mas a realidade das crianças brasileiras é muito similar às de outras regiões do mundo de clima frio e sem grandes áreas verdes. Um estudo realizado pela Unilever com famílias de 11 países - para entender a interação que as crianças têm com a natureza - mostrou que 58% das mães acreditam que, se tivesse uma hora extra por dia, seu filho preferiria brincar dentro de casa.
O escritor Richard Louv, autor do livro Last Child in the Woods (A Última Criança na Floresta, sem previsão de publicação no Brasil) já havia se assustado com essa constatação. Em conversas com crianças e jovens, ele ouviu de um adolescente de 14 anos: “Eu prefiro brincar dentro de casa porque é lá que estão todas as tomadas elétricas”.
Enquanto os programas para TV, os filmes em 3D, os jogos online e os cursos extracurriculares aumentam a variedade e atratividade, o passeio de bicicleta no parque vai ficando lá no fim das prioridades. A psicóloga americana Andrea Taylor, da Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, passou os últimos anos estudando os impactos do meio ambiente no comportamento das crianças. Ela descobriu que as crianças que têm contato com área verde apresentam melhores resultados na escola.
Por tudo isso, o seu incentivo é fundamental. Que criança resiste a um convite do pai ou da mãe para brincar no parque ou na praça? E como falamos lá no início desta reportagem, para ter contato com a natureza não precisa fazer uma expedição pela Amazônia. Uma viagem para a praia com direito a procurar conchinhas, ver caranguejo e peixes, passar uma tarde brincando de acertar o formato das nuvens durante um piquenique no parque já contam muito e ajudam a contrabalançar com o que perdemos no meio de tanto concreto.
Segundo o estudo feito pela RSPB (Royal Society for the Protetion of Birds), uma das maiores sociedades protetoras de pássaros do mundo, apenas uma em cada cinco crianças têm contato com a natureza. Para chegar a esse resultado, o instituto entrevistou 1.200 crianças entre 8 e 12 anos. Eles tinham apenas que concordar ou discordar com frases propostas pelos especialistas relacionadas à sua rotina. Apenas 21% atingiu um nível considerado aceitável de contato com a natureza.
Aqui no Brasil, a situação não é diferente. Somos conhecidos mundialmente por ser um país tropical e pela nossa Floresta Amazônica, mas a realidade das crianças brasileiras é muito similar às de outras regiões do mundo de clima frio e sem grandes áreas verdes. Um estudo realizado pela Unilever com famílias de 11 países - para entender a interação que as crianças têm com a natureza - mostrou que 58% das mães acreditam que, se tivesse uma hora extra por dia, seu filho preferiria brincar dentro de casa.
O escritor Richard Louv, autor do livro Last Child in the Woods (A Última Criança na Floresta, sem previsão de publicação no Brasil) já havia se assustado com essa constatação. Em conversas com crianças e jovens, ele ouviu de um adolescente de 14 anos: “Eu prefiro brincar dentro de casa porque é lá que estão todas as tomadas elétricas”.
Enquanto os programas para TV, os filmes em 3D, os jogos online e os cursos extracurriculares aumentam a variedade e atratividade, o passeio de bicicleta no parque vai ficando lá no fim das prioridades. A psicóloga americana Andrea Taylor, da Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, passou os últimos anos estudando os impactos do meio ambiente no comportamento das crianças. Ela descobriu que as crianças que têm contato com área verde apresentam melhores resultados na escola.
Por tudo isso, o seu incentivo é fundamental. Que criança resiste a um convite do pai ou da mãe para brincar no parque ou na praça? E como falamos lá no início desta reportagem, para ter contato com a natureza não precisa fazer uma expedição pela Amazônia. Uma viagem para a praia com direito a procurar conchinhas, ver caranguejo e peixes, passar uma tarde brincando de acertar o formato das nuvens durante um piquenique no parque já contam muito e ajudam a contrabalançar com o que perdemos no meio de tanto concreto.
Vamos começar, então? Abaixo você confere ideias de brincadeiras ao ar livre para fazer com as crianças:
Explorador da natureza:
Munidos com uma lupa, você e seu filho vão explorar o jardim e seus moradores, como as formigas, o tatu-bola, as plantas e flores. Chame atenção para os detalhes, como cores e formas.
Meu mestre mandou:
Reúna uma turma de amigos para brincar. A turma deve seguir o “mestre”, que pode ser escolhido no par ou ímpar. Se for você, deixe que pisem na grama, reguem as plantas, mexam na terra.
Boliche de garrafa pet:
Reaproveite o material e encha com tampinhas para ficar leve. A bola pode ser uma meia.
Imagens de nuvens:
Escolha um dia quando há nuvens no céu. Deitem-se de costas e, enquanto as nuvens passam, formem imagens. Elas podem ser animais, objetos, pessoas, ou qualquer coisa que vocês imaginem. Quando vocês voltarem para dentro de casa, tentem desenhar o que viram.
Tocar e explicar:
Encha um saco grande com diferentes objetos que você e seu filho encontrarem em um passeio pela natureza. Peça ao seu filho que feche os olhos e coloque a mão em um saco para sentir um objeto e descobrir o que é. Pode falar a seu filho mais sobre o objeto, de onde ele vem, se ele tem um propósito.
Joias do mar:
Quando forem à praia, peguem conchas, pequenos pedaços de vidro liso, estrelas do mar secas e pequenas pedras. Identifique cada um e então coloque-os em uma jarra de gargalo grande ou uma pequena tigela cheia de água para mantê-los brilhantes.
domingo, 28 de abril de 2013
Medicação por conta própria: 40% dos pais tratam seus filhos sem orientação médica
Seu filho espirrou ou o nariz escorreu e você já fica desesperada atrás de uma solução mágica para livrá-lo do que está por vir. O problema é que quase sempre a ‘salvação’ é buscada onde não deveria, no armário da cozinha. Uma nova pesquisa da Universidade de Michigan mostrou que 40% dos pais norte-americanos de crianças menores de 4 anos medicam os filhos sem consultar um médico.
Segundo o pediatra Sérgio Eiji Furuta, da Unifesp, os brasileiros também adotam comportamento similar ao dos americanos. “É muito comum ver os pais tratando os filhos em casa. Geralmente, as crianças recebem medicamentos para combater os sintomas, como tosse, dor de cabeça e coriza”. Mas é justamente aí que mora o perigo, uma vez que tratar apenas dos sintomas pode mascarar a doença que está por trás.
O problema é que nem sempre os pais têm a consciência de que estão estão colocando a saúde de seus filhos em risco. Existem alguns produtos que, por serem de fácil acesso ou fitoterápicos, podem parecer inofensivos, mas não são. Abaixo você descobre quais são eles e por que não são indicados para as crianças. Confira:
- Xarope De acordo com os pesquisadores de Michigan, ele é o “queridinho” dos pais. Além de ser comprado em qualquer farmácia sem receita médica, existem tipos de várias cores e sabores com a proposta de driblar a ‘cara feia’ da criança. O maior problema, porém, é que muitas vezes ele combate o sintoma, mas não a doença em si. “Uma tosse pode ser provocada por alergia, por pneumonia, por gripe. Se o pai tentar apenas combater o sintoma, a longo prazo o problema pode evoluir para um quadro mais grave”, alerta Furuta.
- Medicamentos naturais
Um erro comum é pensar que remédios fitoterápicos, porque são naturais, não fazem mal. Apesar de serem produtos livre de química, dependendo da concentração e do princípio ativo, a criança pode desenvolver uma alergia ou, até mesmo, sofrer uma intoxicação com a planta.
- Pastilhas e própolis Assim como os xaropes, as pastilhas e o spray de própolis parecem um jeito mais fácil de combater aquela irritação na garganta. Porém, o especialista explica que esses produtos apenas aliviam os sintomas momentaneamente e, dependendo da frequência com a qual são utilizados, podem causar uma irritação maior ou até mesmo intoxicação. Também encontrados em qualquer farmácia, eles podem funcionar para os adultos, mas não são indicados para crianças.
- Mel
Chás caseiros com mel são muito comuns para combater aquela gripe que está por vir, mas o pediatra alerta: “Mel é laxante, solta o intestino. Se a criança estiver com um quadro viral, por exemplo, ela pode ter diarréia e ficar desidratada”.
- Comprimidos com ácido acetilsalicílico
Os comprimidos conhecidos como AAS ou Melhoral Infantil eram os queridinhos dos pais para controlar uma dor de cabeça ou febre do filho. Porém, além de inibir a produção do hormônio responsável pela dor e inflamação, o medicamento aumenta o diâmetro dos vasos sanguíneos do corpo e impede a coagulação. “Hoje os pediatras não receitam mais esse medicamento para as crianças. Apenas para adultos com problemas cardíacos, uma vez que um comprimido por dia é capaz de evitar complicações para o coração. Isso é a prova de que medicamento infantil não é sinônimo de fraco”, complementa o especialista.
Segundo o pediatra Sérgio Eiji Furuta, da Unifesp, os brasileiros também adotam comportamento similar ao dos americanos. “É muito comum ver os pais tratando os filhos em casa. Geralmente, as crianças recebem medicamentos para combater os sintomas, como tosse, dor de cabeça e coriza”. Mas é justamente aí que mora o perigo, uma vez que tratar apenas dos sintomas pode mascarar a doença que está por trás.
O problema é que nem sempre os pais têm a consciência de que estão estão colocando a saúde de seus filhos em risco. Existem alguns produtos que, por serem de fácil acesso ou fitoterápicos, podem parecer inofensivos, mas não são. Abaixo você descobre quais são eles e por que não são indicados para as crianças. Confira:
- Xarope De acordo com os pesquisadores de Michigan, ele é o “queridinho” dos pais. Além de ser comprado em qualquer farmácia sem receita médica, existem tipos de várias cores e sabores com a proposta de driblar a ‘cara feia’ da criança. O maior problema, porém, é que muitas vezes ele combate o sintoma, mas não a doença em si. “Uma tosse pode ser provocada por alergia, por pneumonia, por gripe. Se o pai tentar apenas combater o sintoma, a longo prazo o problema pode evoluir para um quadro mais grave”, alerta Furuta.
- Medicamentos naturais
Um erro comum é pensar que remédios fitoterápicos, porque são naturais, não fazem mal. Apesar de serem produtos livre de química, dependendo da concentração e do princípio ativo, a criança pode desenvolver uma alergia ou, até mesmo, sofrer uma intoxicação com a planta.
- Pastilhas e própolis Assim como os xaropes, as pastilhas e o spray de própolis parecem um jeito mais fácil de combater aquela irritação na garganta. Porém, o especialista explica que esses produtos apenas aliviam os sintomas momentaneamente e, dependendo da frequência com a qual são utilizados, podem causar uma irritação maior ou até mesmo intoxicação. Também encontrados em qualquer farmácia, eles podem funcionar para os adultos, mas não são indicados para crianças.
- Mel
Chás caseiros com mel são muito comuns para combater aquela gripe que está por vir, mas o pediatra alerta: “Mel é laxante, solta o intestino. Se a criança estiver com um quadro viral, por exemplo, ela pode ter diarréia e ficar desidratada”.
- Comprimidos com ácido acetilsalicílico
Os comprimidos conhecidos como AAS ou Melhoral Infantil eram os queridinhos dos pais para controlar uma dor de cabeça ou febre do filho. Porém, além de inibir a produção do hormônio responsável pela dor e inflamação, o medicamento aumenta o diâmetro dos vasos sanguíneos do corpo e impede a coagulação. “Hoje os pediatras não receitam mais esse medicamento para as crianças. Apenas para adultos com problemas cardíacos, uma vez que um comprimido por dia é capaz de evitar complicações para o coração. Isso é a prova de que medicamento infantil não é sinônimo de fraco”, complementa o especialista.
Médico é a solução para tudo?
É claro que os pais não precisam sair correndo para o hospital por qualquer espirro da criança. Pais mais experientes já sabem que um quadro simples de resfriado tem tempo para começar e tempo para acabar - de 5 a 7 dias. Contudo, se nesse período a criança começar a ter febre, vômito, irritação ou falta de apetite, é sinal de que algo realmente não está bem. Aí só mesmo o médico poderá ajudar.
Revista Crescer,
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Síndrome de Burnout.
A Síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde).
Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.
Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno.
Sintomas
O sintoma típico da síndrome de burnout é a sensação de esgotamento físico e emocional que se reflete em atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima.
Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome.
Diagnóstico
O diagnóstico leva em conta o levantamento da história do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho.
Respostas psicométricas a questionário baseado na Escala Likert também ajudam a estabelecer o diagnóstico.
Tratamento
O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também ajudam a controlar os sintomas.
Recomendações
* Não use a falta de tempo como desculpa para não praticar exercícios físicos e não desfrutar momentos de descontração e lazer. Mudanças no estilo de vida podem ser a melhor forma de prevenir ou tratar a síndrome de burnout;
* Conscientize-se de que o consumo de álcool e de outras drogas para afastar as crises de ansiedade e depressão não é um bom remédio para resolver o problema;
* Avalie quanto as condições de trabalho estão interferindo em sua qualidade de vida e prejudicando sua saúde física e mental. Avalie também a possibilidade de propor nova dinâmica para as atividades diárias e objetivos profissionais.
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