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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Recicle essa idéia e tranforme lixo em arte.





PARA AS RODINHAS.....SÃO 4 TAMPAS PARA CONFECCIONAR UM CARRINHO....usa-se duas de cada lado, coladas com cola quente ou silicone. as rodinhas são colocadas com arame grosso. fure o reciclavel e as 2 tampinhas de dentro com um prego quente. passe o arame grosso no reciclavel e encaixe as rodinhas, para segurar as rodinhas vc pode dar um pingo de cola quente de cada lado ou cola de silicone usada em construção.

Amave Conjunto Veneza.
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

O que (não) fazer no Dia do Índio







Na data em homenagem aos primeiros habitantes do Brasil, uma série de estereótipos e preconceitos costuma invadir a sala de aula. Saiba como evitá-los e confira algumas propostas de especialistas de quais conteúdos trabalhar

Ricardo Ampudia

Dia do Índio é comemorado em 19 de abril no Brasil para lembrar a data histórica de 1940, quando se deu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. O evento quase fracassou nos dias de abertura, mas teve sucesso no dia 19, assim que as lideranças indígenas deixaram a desconfiança e o medo de lado e apareceram para discutir seus direitos, em um encontro marcante.

Por ocasião da data, é comum encontrar nas escolas comemorações com fantasias, crianças pintadas, música e atividades culturais. No entanto, especialistas questionam a maneira como algumas dessas práticas são conduzidas e afirmam que, além de reproduzir antigos preconceitos e estereótipos, não geram aprendizagem alguma. "O índigena trabalhado em sala de aula hoje é, muitas vezes, aquele indígena de 1500 e parece que ele só se mantém índio se permanecer daquele modo. É preciso mostrar que o índio é contemporâneo e tem os mesmos direitos que muitos de nós, 'brancos'", diz a coordenadora de Educação Indígena no Acre, Maria do Socorro de Oliveira.

Saiba o que fazer e o que não fazer no Dia do Índio:

1. Não use o Dia do Índio para mitificar a figura do indígena, com atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las.

Faça uma discussão sobre a cultura indígena usando fotos, vídeos, música e a vasta literatura de contos indígenas. "Ser índio não é estar nu ou pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea", explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto Socioambiental.

2. Não reproduza preconceitos em sala de aula, mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens

Mostre aos alunos que os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes.

3. Não represente o índio com uma gravura de livro, ou um tupinambá do século 14

Sempre recorra a exemplos reais e explique qual é a etnia, a língua falada, o local e os costumes. Explique que o Brasil tem cerca de 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Não se prenda a uma etnia. Fale, por exemplo, dos Ashinkas, que têm ligação com o império Inca; dos povos não-contatados e dos Pankararu, que vivem na Zona Sul de São Paulo.

4. Não faça do 19 de abril o único dia do índio na escola

A Lei 11.645/08 inclui a cultura indígena no currículo escolar brasileiro. Por que não incluir no planejamento de História, de Língua Portuguesa e de Geografia discussões e atividades sobre a cultura indígena, ao longo do ano todo? Procure material de referência e elabore aulas que proponham uma discussão sobre cultura indígena ou sobre elementos que a emprestou à nossa vida, seja na língua, na alimentação, na arte ou na medicina.

5. Não tente reproduzir as casas e aldeias de maneira simplificada, com maquetes de ocas

"Oca" é uma palavra tupi, que não se aplica a outros povos. O formato de cada habitação varia de acordo com a etnia e diz respeito ao seu modo de organização social. Prefira mostrar fotos ou vídeos.

6. Não utilize a figura do índio só para discussões sobre como o homem branco influencia suas vidas
Debata sobre o que podemos aprender com esses povos. Em relação à sustentabilidade, por exemplo, como poderíamos aprender a nos sentir parte da terra e a cuidar melhor dela, tal como fazem e valorizam as sociedades indígenas?

Quer saber mais?
Consultoria:

Maria do Socorro de Oliveira, coordenadora de Educação Escolar Indígena d a Sec. De Educação do estado do Acre

Majoí Gongora, Antropóloga do programa de Povos Indígenas do Brasil do Instituto Socioambiental
O site do Instituto Socioambiental mantém o projeto Povos Indígenas no Brasil que traz uma descrição de várias etnias com uma versão para crianças, com jogos e animações e também uma Sala do Professor
A temática indígena na escola, de Aracy Lopes da Silva, no Domínio Público.


domingo, 15 de abril de 2012

Como preparar uma lancheira saudável para o seu filho?

Use a criatividade e abuse dos ingredientes naturais para a hora do lanche





29 Março 2012 - As aulas mal começaram e você já não sabe mais o que colocar na lancheira do seu filho? Abuse da criatividade e invista nos lanches naturais e saudáveis. Especialistas recomendam que a preparação da merenda leve em consideração os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento dos pequenos.
A falta de tempo não é desculpa para improvisar a preparação da merenda e nem para deixar as crianças colocarem na lancheira os itens atraentes das prateleiras do supermercado, como bolachas doces e salgadinhos, ricos em sódio e pobres em vitaminas. Por mais que o dia a dia de pais e mães que trabalham fora seja corrido, preparar um lanche saudável não é difícil.
Organize a merenda com alimentos de todos os grupos: energéticos (carboidratos e lipídeos como arroz, batata e pão), reguladores (verduras e legumes) e construtores (carne, leite e derivados). Não se esqueça de colocar uma fonte de hidratação. Água, sucos de frutas, preparados com pouco ou nada de açúcar, e as frutas in natura são excelentes opções.

Procure acompanhar o que o seu filho consome na escola.

Confira as dicas para montar uma lancheira agradável e apetitosa para o seu filho

 Qual modelo escolher?
 Escolher o modelo correto de lancheira é o primeiro passo. O material deve ser resistente, lavável e prático. Limpe-a sempre após a escola e utilize água e sabão uma vez por semana ou conforme a necessidade. Ensine seu filho que, antes de lanchar, é imprescindível lavar as mãos.

Se o preço couber no seu bolso, opte pela lancheira térmica, que armazena e condiciona melhor o alimento. Se não for possível, utilize recipientes térmicos internos. Os lanches devem ser embrulhados em papel-filme e depois colocados em potes de plástico. Leite e sucos que possam estragar precisam estar bem refrigerados para não fermentarem e causarem incômodos ao seu filho.

Como organizar o lanche?
Prepare a merenda com carboidratos (biscoitos, barrinhas de cereais, pães), proteína (frios, leite e iogurte), vitaminas e sais minerais (frutas e sucos). As opções coloridas e feitas em formatos diferenciados atraem mais.

 As frutas cortadas em pedaços e que não escurecem, como o mamão e a melancia, normalmente são bem aceitas pelas crianças.

 Alterne o tipo de lanche para que o seu filho não enjoe do cardápio. Os pães podem ser oferecidos em diversos tipos: forma comum, integral, bisnaga, torrado. Varie, também, o bolo e o recheio dos sanduíches (presunto, chester, peito de peru). Lembre-se de que esses itens são perecíveis e precisam estar bem condicionados para não estragar.

 Insira ingredientes naturais nas receitas tradicionais: acrescente cenoura, milho e ervilha no pastel de forno ou na fatia de pizza.

Inclua seu filho no processo

A tendência é que as crianças que não estão acostumadas a comer frutas prefiram os alimentos industrializados. Para mudar o hábito, familiarize seu filho com as opções naturais. Inclua-o no processo do lanche: leve-o ao supermercado, ensine como escolher as frutas, peça ajuda para montar o sanduíche e jogar as cascas da laranja fora.

Montem juntos um cardápio semanal, de acordo com o paladar da criança e com os nutrientes necessários ao crescimento dela.

Fonte: Ministério da Saúde e site Passarela Kids

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O primeiro ano do ensino fundamental.


Em 2006, o Brasil levou um susto com a lei federal que estipulou que crianças com 6 anos passariam a ser matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental. Não houve uma discussão, digamos, pública, e a maior parte dos envolvidos – pais e educadores – tiveram mais dúvidas do que certezas, por muito tempo. Pois em 2012 termina o prazo para que as escolas se adaptem à data de corte. De acordo com a medida, os alunos precisam ter 6 anos completos até o dia 31 de março.


Como explica Francisco Aparecido Cordão, presidente da Câmara de Educação Básica, a escolha por essa data aconteceu para organizar a matrícula. “A expressão ‘início do ano letivo’ gera diferentes interpretações, por isso foi determinado esse corte, que é o mesmo adotado em outros países do Mercosul”, diz. Esta foi a segunda parte da polêmica instaurada a partir da mudança que “tirou” este grupo da pré-escola e estendeu o ensino fundamental de oito para nove anos. “Tudo aconteceu de forma pouco clara, sem uma discussão prévia com os professores e as universidades. Mas acredito que as escolas, principalmente as particulares, têm feito o seu melhor para se adaptarem”, afirma Maria Luiza Rodrigues Flores, professora da UFRGS e integrante do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (MIEIB).

Mas, afinal, como as escolas se adaptaram? Ou como deveriam? Cada uma encontrou um jeito para receber a meninada de 6 anos. Em algumas, a sala do primeiro ano ainda fica no mesmo prédio do ensino infantil. Em outras, o intervalo não acontece com os “grandes”. E nada de provas ou boletins, apenas relatórios ou projetos a serem avaliados. Maria Luiza defende que o ideal seria pensar no que é melhor para a criança de 6 anos, não importa se é ensino fundamental ou infantil. “É preciso valorizar um currículo com jogos e brinquedos e pensar sobre o espaço físico mais adequado – até porque o aluno pode não alcançar o pé no chão ao sentar em uma cadeira maior.”

Sem pressa

Todo o cuidado das escolas em não “roubar” um ano da infância é necessário. “Aos 6 anos, a criança está em transição. É nessa idade que ela adquire a função simbólica, necessária para aprender a ler e a escrever. Por isso, ainda não está totalmente pronta para a alfabetização formal – o que acontecerá aos 7”, diz Elvira Souza Lima, neurocientista e pesquisadora em educação.

O importante, então, é encarar essa fase como um período transitório, em que exista uma porcentagem de atividades lúdicas e só aos poucos mais sistematizadas. Segundo as diretrizes curriculares do CNE de 2010, “a escola deve adotar formas de trabalho que proporcionem maior mobilidade às crianças na sala de aula, explorar com elas mais intensamente as diversas linguagens artísticas, a começar pela literatura, (...) ao mesmo tempo em que passa a sistematizar mais os conhecimentos escolares”. A escola também deve respeitar o ciclo de alfabetização e não deve reprovar neste período.

Simone Tinti


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Especial Páscoa: O Rabo do Coelho.




Em vez de espetar o rabo no burro, as crianças vão adorar acertar onde deve ficar o do coelho. A ideia é da modelista Kika Zorzetto. Não se esqueça de dar aquela rodadinha para seu filho perder a noção de direção e a brincadeira ficar ainda mais legal.


Materiais:

1 Cartolina

Tesoura

1 Metro de Feltro Branco

Cola

Lã Preta e Branca

3 Pacotes de Algodão

Tinta ou Caneta de Tecido Rosa

Agulha e Linha

Pedaço de Velcro

Venda

Como Fazer:

Reproduza o molde abaixo ampliado cinco vezes em uma cartolina. Recorte dois pedaços de feltro nesse formato, depois costure com agulha e linha, deixando um pedaço aberto. Peça para seu filho ajudar a encher o coelho com algodão para deixá-lo bem fofinho. Depois, colem os bigodes de lã preta e pintem a orelha. Costure o restante do coelho e faça uma alça com a lã branca. Corte alguns fios de lã branca, enrole-os e amarre-os para fazer um pompom e cole um pedaço de velcro. Depois, é só vendar seu filho (pode ser com aqueles tapa-olhos de avião ou com lenço) e começar a brincadeira.



Pesquisa comprova que a diversão na infância pode influenciar o desempenho futuro nos estudos.



Brincar com os filhos já é gostoso. E os benefícios vão além da diversão. Um estudo realizado pela Utah State University (EUA) constatou que essa interação pode ter relação direta com o desempenho escolar da criança no futuro. Foram 15 anos observando 229 crianças de famílias de baixa renda. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que atividades divididas em etapas; jogos que propõem formação de palavras, de figuras e de objetos; passatempos lúdicos relacionados às experiências da criança e exercícios incentivadores são as categorias de brincadeira que mais influenciam no desempenho dos estudos.


A explicação está no estímulo que as brincadeiras produzem no sistema nervoso. “Após o nascimento, o cérebro ainda está em processo de formação. Assim, essas atividades de diversão potencializam o desenvolvimento cognitivo”, explica Marcelo Masruha, professor do setor de neurologia infantil da Unifesp. De acordo com ele, as brincadeiras que têm possibilidades abertas estimulam a criatividade e também contribuem para um bom desempenho escolar. Sabe aquela caixa vazia que seu filho transforma em casa, carrinho ou qualquer outro brinquedo? É isso! Entram nessa lista os blocos de montar, bola e argolas com cone.Brinque junto






Exatamente! A sua participação na diversão da criança é essencial. Ainda que você trabahe o dia todo, reserve um tempo para vocês, para que esteja inteiro na brincadeira com o seu filho. Não adianta estar apenas ao lado dele, plugado no telefone, computador, iPad. Mais do que a quantidade de tempo com as crianças, a qualidade do momento em que estão juntos é que vai fazer a diferença.



Participar do brincar junto com o seu filho oferece equilíbrio emocional a ele. “As crianças sentem-se mais seguras quando estão brincando com os pais”, diz Masruha. De quebra, esse carinho também vai refletir no aprimoramento da linguagem do seu filho. Para o especialista, todo aprendizado associado à emoção é mais duradouro, ou seja, ajuda na cristalização da memória. E tem jeito mais gostoso de contribuir para o crescimento do seu filho do que se divertir com ele? Aproveite!

 Fonte: Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz (SP)


Pai de filho autista lança livro sobre a importância de iniciar cedo o tratamento para o transtorno




No livro Autismo: Não espera – Aja logo!, jornalista conta a história do filho Giovani, 4 anos, e de outras crianças autistas.
“Se não houver envolvimento da família, pode ter certeza de que o tratamento não terá o mesmo resultado.” Esse é o recado do jornalista Paiva Neto, pai de Giovani, 4 anos, uma criança autista. Quando teve a suspeita do diagnóstico, ele não sabia nada sobre a síndrome. Foi pesquisar e conversar com outros pais e, diante de tantas descobertas, informações e dificuldades, decidiu escrever o livro Autismo: Não espera – Aja logo! (R$ 39, Ed. M.Books), lançado na última sexta-feira, 30 de março. Com uma linguagem fácil, ele conta sua história e a de outros pais de crianças autista e faz um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce.


Qual foi a sua maior motivação para escrever o livro?

Paiva Neto: O único consenso que existe hoje na comunidade médica e científica a respeito do autismo é que quanto antes for feito um diagnóstico e se inicie o tratamento, melhor será a qualidade de vida dessa criança. Por isso a gente tem que tratar o quanto antes. Eu não conhecia nada a respeito de autismo e percebi que muitos livros sobre o assunto eram técnicos demais, então pensei que podia contar a minha experiência para tentar democratizar mais essa informação. O livro é escrito de leigo para leigo, de pai para pai. A ideia é que os pais possam saber quais são os sintomas, como é o autismo, para conseguir suspeitar e poder encaminhar a criança para um especialista. Não adianta ter acesso ao tratamento se você não sabe o que é a doença. Hoje a gente estima que deva ter 2 milhões de autistas no Brasil, mas acredita-se que 2/3 dessas pessoas não sabem que têm autismo. O diagnóstico é a primeira barreira.
Aceitar que o filho tem autismo pode ser bem complicado. Negar o diagnóstico é uma segunda barreira?


P.N.: É muito comum essa fase de negação, só que ela é perigosa. Por isso, inclusive, o nome do meu livro: “Não espere – Aja logo”. Muitos pais, nessa negação, adiam o tratamento, ou porque não querem enxergar ou porque estão esperando um diagnóstico formal, no papel, o que é muito difícil de obter, ainda mais nos primeiros anos. Meu filho, por exemplo, vai fazer 5 anos no mês que vem, e até os 3 eu não tive um diagnóstico claro. Sabia que era um transtorno global de desenvolvimento, que poderia ser autismo, mas não era certeza. O médico não tem como dizer, porque é uma fase ainda em desenvolvimento e muita coisa pode acontecer, não dá para fechar um diagnóstico. Tem pais que esperam estar com um papel na mão para iniciar o tratamento, e esse é um grande erro.

Você também passou por essa fase de negação com seu filho?

P.N.: Sim, eu pensei: “Não deve ser isso. Não pode ser isso.” Só que essa minha negação durou minutos. Eu conheço pais que ficam três anos nessa negação. É sentimento é comum, claro, que vem com qualquer notícia impactante. E saber que um filho seu tem autismo é impactante, porque você mata todos aqueles sonhos que fez para o futuro dele. O grande complicador do autismo talvez seja que a criança nasce perfeita, às vezes até um 1 de idade está tudo normal, a gente não observa quase nenhum sinal e não tem um exame que confirme a síndrome. De repente puxam o seu tapete e você descobre que seu filho não é como você pensava que era. Eu sei que é complicado receber essa noticia, mas é importante essa ação rápida, porque a criança não vai perder nada. Iniciar um tratamento de autismo com uma criança que não é autista não vai ser prejudicial para ela.
De que maneira a participação dos pais influencia no resultado do tratamento?


P.N.: É preciso mudar a rotina e a maneira de se relacionar com a criança. Eu costumo dizer que o autismo não afeta uma pessoa, afeta a família, porque muda tudo. E os pais precisam aderir a isso, conhecer as terapias e tratamentos que são feitos, até para saber cobrar depois. Se não houver esse envolvimento da família, pode ter certeza de que o tratamento não terá o mesmo resultado. A minha esposa é Relações Públicas e largou tudo para ajudar o nosso filho. Ela não tem nenhum dom para a área de educação, mas meu filho frequenta uma escola regular e a gente percebeu que se adaptasse o material ele se sairia melhor nos estudos. Então ela começou a fazer cursos e hoje faz as adaptações necessárias em todo o material dele. E cada vez ele precisa de menos adaptação.

Qual é a sua expectativa hoje para o futuro do seu filho?

P.V.: Com o tratamento, a criança ganha muitas habilidades e recupera muito das lacunas de desenvolvimento. Mas eu tento não esperar muito. Em casa tenho um slogan que é: “Um dia por vez”. Porque eu não fico pensando como vai ser quando ele tiver 14 anos, se ele vai estar na escola, se vai trabalhar, ser independente. Essas expectativas só aumentam a nossa ansiedade. Eu aprendi a viver o presente. Eu vivo o hoje e sou feliz com o meu filho hoje, do jeito que ele é, com as limitações que ele tem. Até ano passado ele não falava, agora ele fala. A comunicação é um dos grandes anseios dos pais de crianças com autismo, mas eu não esperei o meu filho falar. Eu era feliz com ele antes de ele falar. Ele falou? Melhor ainda. Essa forma tem dado muito certo para a gente: ser feliz hoje.

Fernanda Carpegiani